Publicado por: Rina Pri | 28/10/2015

“Meu bem, deu positivo, estou grávida”

::: Foi mais ou menos assim que eu falei com André que o resultado do primeiro teste de gravidez, desses de farmácia, tinha dado positivo. Claro que eu estava aos prantos e não conseguia falar muito bem as coisas.

Isso foi no dia 12 de agosto. Ele estava voltando de Piracicaba, tinha ido no dia anterior pra dar aula. Era cedo, antes das 8h. Ele ia direto pra faculade dar aulas. Eu ainda tinha que ir até o pilates. Na noite anterior eu o avisei que ia fazer o teste, depois que a fisioterapeuta, do Pilates, e a acupunturista me questionaram – pela minha cara e pelo que contei do final de semana.

Fiz o teste um dia antes de menstruar. Positivo bem rápido. No final da semana, fiz um exame de sangue. Positivo de novo, mas o nível do hormônio tava baixo. Claro, só tinha 1 dia de atraso. Eram 4 semanas de gravidez. Repeti o exame de sangue (beta hcg) mais duas vezes, uma na semana seguinte, e depois no início de setembro, a pedido médico.

De lá pra cá, já se passaram 11 semanas – estou com 15 semanas, o que dá mais ou menos 3 meses (1 mês de gravidez tem mais que 4 semanas, não lembro a conta correta).

Enjoei bastante, fiquei debilitada porque não conseguia comer direito. Fraca, tonta etc. Perdi 4kg em 10 semanas. Ao menos não vomitei nenhuma vez😀 Depois da 13ª semana o pique mudou, comecei a comer um pouquinho mais, os enjôos estão mais fracos, menos frequentes e bem pontuais – basicamente, enjôo quando fico nervosa/ansiosa/estressada ou saio muito do ritmo normal (tipo sábado, que teve evento o dia todo + festa de danças gaúchas de noite no CTG. Fiquei acordada das 7h30 às 3h30!!). André foi mais do que querido nesse tempo, cuidou tanto mim, com tanta paciência! O apoio dele

Hoje fiz a primeira aula de pilates ~de verdade~ desde o início da gestação. Estava fazendo, mas devagar, de leve, bem mole.

Já tenho pança. Bastante! Achei que apenas agora começaria a aparecer, mas desde cedo já dava pra reparar. Adendo: eu já tinha barriga, obviamente. Mas ela muda, abaixa, fica mais redonda. Fica de grávida, não de gorda😛

É isso. Estamos grávidos, neném nasce em abril do ano que vem. A data prevista de parto é 24 de abril, 1 dia depois do meu aniversário, 2 semanas antes do aniversário do André. Sabemos que pode ser antes, mas estamos na torcida pra qualquer dia após 20/04, porque é melhor ter mais um taurino dentro de casa do que dois taurinos e um ariano! hahaha

Estamos escrevendo um pouco sobre a gravidez no Chapoleteira, um blog que criamos quando fomos morar juntos, no final de 2014. Agora virou praticamente um diário da gestação:) Se você ficar com preguiça de ler tudo (posts sobre a gravidez começam em agosto), leia apenas este.

Ah, é uma menina! Joana vem aí!

Publicado por: Rina Pri | 13/10/2015

Das amizades, do tempo e das distâncias que criamos

::: Tenho memórias lindas da minha adolescência/juventude. Bom, eu não tenho lá grandes memórias, não vou lembrar de detalhes, mas algumas coisas, pessoas e situações eu lembro muito bem.

Como do dia que me deram um porre de mojitos home made que tinham cada vez mais rum e menos soda. Por consequência, ouvi um “tente andar em linha reta apenas até o elevador”, ao que respondi com um trêbado “por quêeeeeee?”.

Também teve a vez que peitamos meio mundo na igreja e colocamos um guri de patins, no meio do culto, no musical que ensaiamos com os adolescentes.

Ou daquele amigo que estava sofrendo horrores de um coração partidíssimo na beira da praia, cantando um pagode em meio às lágrimas, e tudo o que dava pra fazer era abraçar e segurar o riso (que foi solto depois, porque a situação era ridiculamente brega). Ou, ainda, do dia que fiquei dando voltas pela cidade para consolar aquele amigo que estava inconsolável e aos prantos após um filme.

(ah, os amores que passam, vão e voltam, se reencontram e ficam)

Algumas coisas me tocam fundo toda vez que eu lembro que me distanciei de alguns amigos que eram tão próximos. O motivo? Vai saber.

Mudanças de Estado, de ideologias, de estado civil. Tentativas inúteis de manter contato, o tempo que nunca sobra pra nada, as prioridades que mudam (e não deveriam).

Eu sempre me julguei muito disposta e à disposição. Mas quando lembro dos amigos que estão ali, mais no cantinho do coração e da memória efetiva do que na vida ativa, me pergunto onde errei, se errei, se deveria ter tentado mais, insistido novamente, deixado a birra de lado (eu tento), insistido.

Ou se não, se realmente fiz o que podia. Se dei o espaço que julguei necessário e ele acabou por ser muito. Se tudo isso existe apenas na minha cabeça e, na verdade, quase nada mudou. Se basta um telefonema e a gente vai se rever e tomar um café e o assunto vai fluir como acontecia nos chats de meio de tarde naquele ano tão distante, em que a correria já existia, mas era, sem dúvida, menor. Ou então, eu só tinha mais pique e disposição mesmo.

Queria ter coragem para esse telefonema. Essa cara de pau, porque acho que é. Essa malemolência de mandar uma mensagem e contar da gravidez, do motivo de não ter chamado pro casamento, perguntar como a vida está e ouvir as coisas boas e ruins dos últimos anos.

Mas não tenho. Me acharei uma boba, tola, existe uma certeza aqui dentro de que vou, novamente, quebrar a cara. E acho isso tão triste em mim! Queria ter mais esperança.

Porém, se for eu a receber tal mensagem, tenho certeza que ficarei toda boba, que tentarei ao máximo encaixar as agendas pra logo, e irei, toda pimpona, pra mais um encontro, cheia de expectativas. Que poderão ser frustradas, que poderão me mostrar que “não tem mais nada a ver mesmo” ou ter qualquer outro resultado inesperado. Mas eu ficarei feliz. E certamente esse dia será adicionado às memórias que ficarão deliciosamente guardadas aqui.

Publicado por: Rina Pri | 16/07/2014

Pedale como uma garota

::: Esse é um daqueles textos que eu li e pensei “caramba, é exatamente isso!”. É uma metáfora sensacional! Quem compartilhou foi a Bianca, que também fez a tradução. Eu ajudei na revisão. 

O texto original, Ride Like a Girl, é da Nikki Lee e foi publicado no Medium. 

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Andar de bicicleta é terrivelmente parecido com ser uma mulher

Inspirada em uma conversa com Andy Mangold

Você já quis saber como é ser uma mulher? Vá pegar sua bicicleta.

(Eu te encorajo a usar um capacete também, mas existe um grande debate sobre isso.)

Tudo pronto? Ótimo. Vá pedalando até o trabalho. Pedale em todos os lugares.


Talvez você tenha percebido que carros são um pouco assustadores. Eles são mais ou menos assustadores dependendo de onde você mora – se você mora em uma rua legal e calma em Seattle, os motoristas vão te dar espaço e te esperarão, pacientemente. Em outros lugares, motoristas vão tentar te tirar da pista. E não importa onde você esteja, você sabe que os carros ao seu redor podem te ferrar se alguma coisa sair errada.


Bem vindo a ser vulnerável às pessoas a sua volta. Bem vindo a ser a exceção, não a regra. Bem vindo a não estar no comando.


Se um desses carros bate em você, você provavelmente vai ser o culpado. A polícia vai presumir que você estava pedalando sem segurança, e o que você deveria ter feito para se proteger melhor. O motorista provavelmente não vai ser punido. Se acontecer alguma coisa a ele ou ela, será uma punição leve.


Quando você se machucar, será sua culpa. Você deveria ter sido mais cuidadoso. Você deveria ver onde você estava indo. Se você tivesse ao menos ficado em um lugar adequado, isso não teria acontecido. Você pode tentar argumentar, mas você provavelmente será desconsiderado.

Talvez você devesse ter um capacete com câmera e gravar cada segundo em que você está na sua bicicleta, assim você terá provas irrefutáveis se alguma coisa acontecer.

Outras pessoas podem te machucar e não levarem a culpa por isso.


Não fique paranóico, não é como se você fosse sofrer um acidente de carro todos os dias. Talvez nada de mal vai te acontecer! Talvez esses outros ciclistas, esses que se envolvem em acidentes, são apenas imprudentes e perigosos. É culpa deles. Se você for cuidadoso o suficiente, nada de mal acontecerá a você.


Garanta que você vai se manter distante. Explique aos motoristas que você “não é como a maioria dos ciclistas” e que você “não gosta de sair com outros ciclistas”. Não pedale com outras pessoas, para que ninguém pense que você é como um desses ciclistas.


Sua bicicleta nunca será um carro, mas você pode fingir.


Quando você está pedalando, coisas pequenas ganham uma proporção bem maior. Você percebe uma diferença de altura no chão de apenas 2%. Aquele vidro no chão passa de banal para um risco de baixo grau. Poluição, poeira e fumaça sufocam seus pulmões. Algumas vezes os carros espirram água de chuva, ou lama, ou pedras em você. Bichinhos entram no seu nariz e boca. Você nem sempre consegue apertar o temporizador dos semáforos e tem que esperar ciclos extras para poder seguir (ou furar o farol vermelho).


Em lugares com uma boa infraestrutura para ciclistas, é realmente fácil de se locomover tão eficientemente quanto em um carro. Mas a maioria das cidades não tem isso. Esses ambientes apenas não são construídos para você, eles são construídos de uma maneira a te excluir ativamente.


Esses são apenas alguns dos milhares de microagressores ambientais que você não tem que lidar quando você está sentado atrás do volante de um carro. Um indivíduo qualquer não é importante, e muitos ciclistas não prestam atenção ativa a eles no geral. Depois de um tempo você aprende apenas a lidar com isso, porque listar esses pequenos aborrecimentos serve mais para te fazer sentir mal.

No final do dia, você pode sempre pendurar seu capacete e declarar que viajar diariamente de bicicleta é “uma boa ideia no geral, mas apenas não compensa”. 

 E se você não tiver escolha?

 

 

Tradução e revisão: Bianca Brancaleone e Rina Pri.

Traduzido e publicado com autorização da autora.

Publicado por: Rina Pri | 11/06/2014

Links, um dia, etc e tal

::: É bastante comum eu ler várias coisas em um dia. Artigos, notícias, conteúdos interessantes que podem me pautar de alguma forma. Mas tudo sobre trabalho, ou sobre a minha área de atuação (seja lá qual for ela haha jornalismo? tecnologia? marketing? e-commerce? vish…). Pouca coisa do que eu leio é pessoal, não tem relação com trabalho. Mas hoje foi bem atípico. Li um bocado de coisas “aleatórias”, bem mais do que as relacionadas a trabalho.

Acho que tudo começou com esse haikai no instagram da Verena Smith. Aí fui pro site dela e gastei lendo o diary.

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na tela do celular parecia bem maior

Depois li esse texto do Tiago Cordeiro, sobre a queda do guarda-corpo cheio de cadeados na Pont des Arts. Menos cadeados, mais fitinhas, mais vida leve.

Lá pelas tantas caí nesse link de vagas na ONU, para atuação no Brasil.

Também teve a notícia de que não, eu NÃO terminei o álbum de figurinhas da copa porque a Panini vai lançar mais SETENTA figurinhas, de gente que faltou😦 eu tava tão feliz de ter acabado!!

E teve mais Copa do Mundo – a lista de estrangeiros bonitões que estão usando o Tinder por aqui virou um Tumblr!

O melhor gif dos últimos tempos veio desse texto, que explica porque pais e mães não devem falar pros filhos comerem legumes e verduras porque é gostoso, ou porque se não comerem eles não poderão sair pra brincar etc. Achei interessante.

Essa lista aqui, de 10 comportamentos machistas disfarçados de coisas naturais, gerou até uma conversa no meu Twitter – o @BrunoEtchepare falou que ele não fazia essas coisas, eu brinquei que estava certinho, mas nem por isso ele merecia parabéns e ele entendeu: é o básico. É o que tem que ser normal.

Sem falar nas discussões em comentários no Facebook, por conta da ideia de que abertura da Copa e Dia dos Namorados são coisas excludentes. Bah.

Essa lista de “aplicativos para esquentar seu namoro” veio bem a calhar – não pelo “esquenta”, mas porque trouxe dois de fazer listas (e afins) em conjunto, o que vai ser muito útil pra mim (pra nós). A relação é do Ada.vc, site que conheci porque li essa lista de mulheres que superam desafios para trabalhar com tecnologia. De lá, também cheguei no Chicas Poderosas e vi esse texto interessante sobre jornalismo investigativo.

Teve culinária, também. A newsletter do Panelaterapia trouxe uma receita de massa para empanadas que eu quero testar, e a Folha mostrou a receita da famosa coxinha do Veloso e desse steak tartare – eu nunca ouvi falar nesse ~famoso restaurante~, mas quero bem testar a receita.

(Pára. Euzinha querendo testar receitas. Quem diria!)

Hoje eu também conheci o Mandaê, um serviço que retira encomendas e “enfrenta a fila dos correios” pra você (achei super bacana pra quem tem lojinhas online). Teve essa lista de 10 apps para treinar o cérebro, eu baixei um mas nem abri ainda.

E esse foi de ontem, mas eu achei a ideia da Canecaria tão linda, e essa caneca de melancia tão fofa, que tive que colocar na lista😀

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Publicado por: Rina Pri | 09/06/2014

Nove de junho de dois mil e catorze

::: milho verde cozido, cama, edredon, sorvete de flocos, filme na TV pra dormir no meio, dormir no sofá, pipoca, brigadeiro de panela morninho, sopa de mandioquinha.

e isso foi tudo o que eu consegui escrever no dia de hoje. De resto, trabalho, muito trabalho, e sono, muito sono. (e a cabeça fervilhando, fervilhando!)

 

Publicado por: Rina Pri | 05/05/2014

Some days are better than others

::: Certeza que eu já usei esse título. Mas, na falta de um melhor, que seja um repeteco.

Até porque é sempre uma boa lembrar dessa música em dias como hoje, que não estão lá grandes coisas. Essa segunda está com toda a cara do clichê.

E nem tem nenhum motivo aparente.

Some days take less, but most days take more
Some slip through your fingers and on to the floor.

O final de semana prolongado foi ótimo. Descansei, me diverti, tive das conversas que vão da aranha que subiu pela parede até as grandes filosofias existenciais, do não é por nada não até um cheiro de futuro tão incerto quanto palpável. Do feijão com arroz a um prato super elaborado. De reafirmações, descobertas e contemplação.

Parecia que eu sabia exatamente a segunda que viria quando olhei pro pôr do sol, ontem, e disse que hoje não merecia ser uma segunda-feira.

E quando acordei hoje fora do padrão eu já sabia que o que viria não seria tão bom.

Some days are sulky, some days have a grin;
And some days have bouncers and won’t let you in.

Trabalhei de forma pesada. Coração acelerado, eu acelerada. Preocupada. Chateada e aborrecida com coisas que simplesmente não precisariam estar ali.

Almocei sozinha porque não queria conversar, muito menos ouvir o mesmo nhém-nhém-nhém. Comi rápido e pouco. Trabalhei sem conseguir pausar. E se não tivesse horário marcado no salão, talvez não tivesse parado.

Sim, salão. E, ao contrario de sempre, não vai ser um ponto alto do dia. Na verdade, eu to até com medo de a cor dar errado.

Some days are slippy, other days are sloppy;
Some days you can’t stand the sight of a puppy.

Mas aproveito o trajeto até o cabeleireiro para respirar, escrever e pensar nos dias que virão. A semana promete ser agitada e igualmente deliciosa, com direito a chegar ao final de mais um evento com a sensação de dever cumprido e comprido, e de comemorar aniversário do querido.

Pode ser nada. Pode ser saudade (que será ~matada~ sábado). Pode até ser um muito consciente subconsciente reclamando aquela sensação de pertencimento de coisas passadas. Mas o importante é que some days are better than others.

Publicado por: Rina Pri | 29/04/2014

Como melhorar de um resfriadinho

::: Semana passada eu estava marromeno. Nariz escorrendo e tals. “Rinite alérgica de outono”, aquela que me acompanha há tantos anos. Aliás, eu devia chamar de “problemas respiratórios de outono”, já que até coqueluche já rolou por aqui. Não tenho contas de quantos aniversários passei “marromeno” por conta disso.

Aí eu estava lá, marromeno, e fui pro sítio dos pais de A., marromeno. Um frio da peste (nada de marromeno, frio de verdade!), aquele vento. Passei a noite de sábado e o domingo praticamente inteiro debaixo das cobertas. A. ficou ruinzinho que só, mas eu tava ok. Só aquele nariz correndo* de vez em quando.

Hoje eu acordei ok. Tomei banho. Fiz café. Sentei na cama para tomar meu café – e comer, porque hoje tinha até pão em casa😀 E foi aí que começou… dor nas costas.

Das costas para o ombro, a coxa, os tornozelos… andar até o metrô fez doer os dedos dentro da bota. Trabalhar sentada estava incômodo. Mas trabalhei, né?

Vim para casa, a minha casa, desejando ser a casa da minha mãe – a minha casa. Queria mesmo chegar em casa e ter pão e queijo na mesma. Ou, melhor, sopa. Teria ligado e pedido a ela pra fazer uma sopa.

Não tinha mãe – no lugar, tinha (tem) um monte de roupas pra guardar, coisas pra organizar, e sopas congeladas salvadoras <3, pronta pra ir pro microondas ficar quentinha.

Tomei a sopa. Comi uma tortinha (doce de leite com paçoca, mother of gordices). Colei figurinhas e fiz o update do meu álbum (tenho cromos pra trocar!). Assisti a 3 episódios de Grey’s Anatomy (ai, Yang! Ai CallieZona <3).

Não tinha mãe, mas tinha pílulas de amor❤ que ela mesmo espalhou pela minha vida durante esse tempo todo.

Não teve mãe. Sobrou saudade (chega, dia 10, chega!). Mas teve carinho suficiente pra ajudar a melhorar do mal estar do resfriado.

E era bem o que eu precisava pra hoje, né?
*Runny nose, uma das expressões mais engraçadas no meu vocabulário de inglês.

Publicado por: Rina Pri | 14/04/2014

A água tá gelada, mas acho que é pra lá que eu vou

A vida anda boa. Dois mil e catarse, como ouvi dizer, começou bem e os meses, que têm passado rápido, têm sido preenchidos de boas coisas. Ter companhia faz bem. Ter com quem conversar, passando de Valesca Popuzada até religião e dogmas da páscoa, faz com que um domingo offline seja pouco.

A vida anda boa. Mas tem coisas que eu sei que preciso mudar pra ela ficar melhor um cadinho.

Desde dois mil inove, chegando num dois mil e crazy que começou adiantado em 2011 e ainda deixa vestígios. É um relacionamento de longo prazo, que eu gosto, que tem seus lados bons e suas vantagens, mas que também tem seus desgastes. Natural, eu sei. A questão é definir, deixar claro e enjoy it – eu quero contiuar esse relacionamento, assim do jeito que está, deixando passar algumas coisas e cuidando dos machucadinhos criados ao longo do caminho?

Complica.

Continuar implica em falar Hakuna Matata praticamente todos os dias e para várias coisas (coisinhas e coisonas). Implica em me silenciar um tanto. Em me manter comodamente onde estou – o que não é, por si só, ruim, desde que eu esteja realmente bem e feliz. Ficar implica em dar um jeito de ser feliz, sem mudar muita coisa.

Deixar  implica em mudanças, que podem ser boas, ou não. Implica em enfrentar medos e possibilidades que eu não quero nem pensar, quanto mais enfrentar de verdade. Largar o osso dá trabalho, talvez tanto quanto continuar a roer.

Em dezembro eu precisei pular de um barco, e foi uma das melhores coisas, mesmo sem ter certeza. Se eu não tivesse tomado a decisão e pulado de uma vez, mesmo na água gelada igual de Cabo Frio, eu teria sofrido mais – e, pior ainda, não teria o que tenho hoje, o que significa que eu não estaria feliz e “confortavelmente bem” como hoje. Eu deveria fazer o mesmo agora. Tomar coragem, prender a respiração e pular do barco nessa água gelada. Mesmo sem ter ninguém (teoricamente) ali pra me dar a mão e me ouvir xingar a água.

Eu sei bem o que eu deveria fazer. Preciso descobrir agora o que eu quero fazer. E, dentro dessa decisão, encontrar felicidade.

Publicado por: Rina Pri | 25/03/2014

Terça-feira, 25 de março de 2014

::: Querido Diário

não, péra…

não, péra de novo.

Enfim.

Esse é um post mimimi. Se você não quer ler reclamação, pode fechar a janela. Obrigada pelo page view, de qualquer forma.

Ontem acordei antes das 7h, umas 6h20, acho. Bom motivo, acordei porque quis. Carinho. Trabalhei o dia inteiro resolvendo pepinos. Portal que cai, que lerda, que demora, que não volta. Reunião, definição, avaliação sem emoção. Entender algumas coisas e perceber que não, nem tudo mudou e nem tudo está perdido. Trabalhei, trabalhei, e não rendi nada, de tantos pepinos e abacaxis. De tantas interrupções.

E também pela cabeça, que tava lá em Vitória – vovô passou mal novamente, tá lá estável, mas não bem. Quer dizer, bem ele já não estava, mas tava bem. Entendeu? Enfim.

Deitei antes da meia-noite. Dormi bem. Acordei ruim. Estou “zoada”, como se diz nessas terras.

Indisposta é uma boa palavra pra resumir. Tenho tudo e não tenho nada, sabe?

Fiquei em casa. To trabalhando daqui. Um monte de pendências de ontem + as coisas urgentes pra até amanhã. Tudo pra ser resolvido hoje. E eu só queria dormir. Ou olhar bobamente pra TV.

Meu punho dói. O direito. Aquele que eu uso sempre. Aliás, ontem troquei o mouse de mão e ainda por cima tinha isso. Em casa, no notebook, o punho também doi, mas não tenho mouse. E trackpad aqui é o menor dos meus problemas. E a tala (Tala Ayala) ficou no escritório.

Mas o pior mesmo tá sendo esse mau humor todo. Não sei porque, quando, onde, como, nada. Não sei explicar. Não é TPM e nem falta de doce (já garanti isso). Não é nada. É só uma terça-feira mal humorada. As poucas demonstrações de carinho e cuidado me fizeram sorrir e agradecer por elas. Mas ele continua aqui.

E nem pra Globo passar um filme legal na Sessão da Tarde hoje. Nem isso.

Publicado por: Rina Pri | 17/03/2014

Dos dias passados

::: Foi um bom final de semana. Eu diria que foi ótimo, mas eu estava bem amuadinha, em dias bem quietos e silentes, então talvez tenha sido só bom.

Não. Foi ótimo. Foi bem-bem o que eu precisava mesmo. Eu estava lá, sem preocupações, com carinhos, com uma piscina pra molhar meus pés (por que mesmo eu não levei biquíni?). Com o sol quente (até demais) pela manhã e a lua e estrelas lindas, lindas de noite. As Onze Horas floriram lindamente na hora certa, os bolinhos-de-chuva (mesmo sem chuva) ficaram uma delícia.

bolinho

Eu que fiz. Sou bonita?

Foi ótimo.

cadê tchibum?

cadê tchibum?

E o mais engraçado é pensar que alguns anos atrás eu jamais imaginaria que um final de semana em um sítio, totalmente sem sinal de internet (nem telefone, quanto mais), seria tão bom. Bom também é que a gente mude, né?

Há uns anos eu também não poderia imaginar que me tornaria em uma pessoa mais contemplativa – mesmo nos meus surtos de solidão, antes, eu precisava de algum barulho. A TV ligada, as pessoas aleatórias da praça de alimentação de um shopping, o barulho do mar (por um tempo determinado, porque demais me irrita – ou irritava, preciso testar isso novamente).

Hoje eu consigo pensar em ficar em total silêncio por algum tempo – claro, não no esquema de “retiro de silêncio“, mas aquele silêncio bom que preenche o espaço da conversa desnecessária. A quietude que permite ouvir os próprios pensamentos (e eles não são ruins, não). Aquele silêncio que revigora a gente. Um silêncio que não necessariamente está acompanhado do fazer nada – ler um livro, escrever um texto, pensar nas coisas boas das últimas semanas e, porque não, fazer nada, só ver o sol se pôr ali atrás da montanha.

noite

Tchau, Sol! Ei, Lua!

Foi tão ótimo que o silêncio não veio acompanhado de (muito) mau humor. Foi tão ótimo que eu já quero até repetir. Tem sido tão ótimo que dá um aperto no peito só de pensar que pode acabar. (não vou ficar pensando nisso. mas que dá um aperto, dá).

De brinde ainda teve um amanhecer embasbacante assim (é, eu acordei bem cedo)

De brinde, ainda teve um amanhecer embasbacante assim (é, eu acordei bem cedo)

Publicado por: Rina Pri | 10/03/2014

Pra ficar registrado

::: aí aquela amiga de tantos anos, que era sua comparsa na faculdade, que te acompanhou diariamente por, no mínimo, os 4 anos da estudos, que te viu correr atrás de emprego, mudar, sofrer, chorar, sorrir, ficar feliz, se mudar, recomeçar, fazer vida nova. aquela amiga que mesmo quando ficou um pouco longe sempre esteve ali do lado. aquela a quem você acha que sempre estará em débito, não porque deve alguma coisa, mas porque você recebe tanto toda vez que nunca vai chegar num suficiente pra “pagar”. (não que amizade se pague, eu sei).

aquela amiga lê um post seu, que você fez com a alma, mas que nem ficou um texto tão bonito, tão bem escrito. um post que quase foi deletado, veja só. mais um post-diarinho-vidinha-besta-mas-que-é-uma-delícia. esse post. ela leu o post e resolveu te chamar pra te falar umas verdades.

e ela fala e te mostra que só você mesma não percebeu ainda que, veja bem, você realmente cresceu e mudou – aquilo que você desconfiava, mas que certeza mesmo nunca se tem. que você já perdeu tantos medos, assume novas responsabilidades, aprendeu a conviver com situações que requerem tanta coragem (coragem que você nem sabe que tem). você está diferente e está se permitindo viver situações diferentes, que dão aquele frio na barriga. tem se arriscado muito mais do que imagina, até quando pensa que está se controlando.

isso foi um bom dia. ela falou, falou e terminou com um bom dia. e os seus olhos, ainda com tanto sono, quase transbordaram. você segurou, afinal, estava no trabalho, toda aquela gente que (quase) não tem nada a ver com isso. mas não dava pra segurar em casa – e nem era preciso. então você deixa escorrer pelo rosto as lágrimas que trazem felicidade, satisfação, ansiedade, tranquilidade e uma sensação de que ao menos neste momento você está acertando, os passos estão meio que certos, ou ao menos não incertos. aquela sensação de que este é um caminho bom, gostoso e que, apesar de não ter nem ideia do que há no final, ele está tão bom que saber um futuro tão distante se torna desimportante.

aquela sensação de quem tem “se arriscado muito mais que imagina, até quando pensa que está se controlando”. 

obrigada, F.

::: No início de fevereiro eu fui brincar de ser modelo num workshop de fotografia. A chamada pra ser voluntária veio por email pelas LuluzinhaCamp, aí eu escrevi pra Claudia e marquei de ir.

Gente, que delícia. Que coisa sensacional estar ali. Não por ter sido fotografada (o que foi bem divertido, tirando a parte que eu morri de vergonha, quando toda a atenção do mundo ficou em mim e os fotógrafos começaram a me perguntar várias coisas – fazia parte do exercício deles), mas por ter ouvido umas coisas tão bacanas que até servem pra fotografia!

O workshop era sobre Direção Afetiva, e se você por acaso é fotógrafo (profissional ou não) e gosta de fotografar pessoas, precisa fazer. Veja aqui no site da Claudia as próximas datas (muitas, mutias datas esgotadas, mas escreve pra ela!).

Eu não vou saber reproduzir aqui as coisas que a Claudia falou. Basicamente é parar de se preocupar com a fotometria e o flash apenas e se preocupar muito mais com a pessoa que tá ali. Depois de falar um tanto, conversar, orientar, a Claudia pediu pros fotógrafos conversarem comigo, me fazerem perguntas e então passear pela casa pra pensarem na foto que fariam .

E aí que eu comecei a ficar nervosa. Imediatamente meu pé começou a balançar, eu comecei a mexer os dedos, tirar e colocar o anel, roer as unhas. Meudeus, como fiquei nervosa. Nem imaginei que fosse ficar tanto! Mas virei o centro das atenções, tinha que responder perguntas e me abrir. Tenso!

Uma das melhores perguntas foi “qual o filme que você mente que assistiu e qual o que você mente que gostou”. O primeiro é “Laranja Mecânica” – eu vi, com certeza, nas aulas de edição na faculdade de RTV, mas não lembro de ter visto fora dessa situação – mas digo que vi, afinal, já vi ao menos pedaços😛

O outro, que minto que gostei, é Star Wars. Não é que eu não gostei. Mas não tive paciência, não vi com gosto, não vi todos. Talvez se tivesse alguém pra ver comigo, me falar as referências, me dar uns spoilers, essas coisas, eu gostaria mais. Não é que “não gosto”, mas também não é um filme que me divirta tanto.

Como eu me vejo em 5 anos (“não vejo”) e um plano para 2014 (“ir para Buenos Aires”) foram outras perguntas.

No final, depois de todas as fotos (9 fotógrafos, se não me engano), e de morrer a cada novo detalhe encontrado na casa (Cozinha da Matilde, veja aqui), a Claudia fez o encerramento. E aí ela falou sobre a beleza que todos temos, da responsabilidade do fotógrafo em entender isso, sobre como é impossível ser “neutro” – ou você decide que tentar “deixar a pessoa mais bonita/magra/clara/jovem” tá errado, ou tá concordando com isso.

E é verdade. É preciso tanto acreditar que todas as pessoas são bonitas – cada um na sua, independente dos nossos gostos pessoais e pré-conceitos – como também colocar isso em prática e não abusar das ferramentas e técnicas para dar aquela afinada, renovada, para não mostrar o “defeito” da pessoa. O corpo é o que a pessoa é. E o fotógrafo tem parte no processo de levar essa aceitação para “fora”.

Foi lindo. Certamente foi uma das melhores coisas que eu tive a oportunidade de fazer em 2014. Sim, eu sei que só estamos em fevereiro.

Ah, o café com canela e pimenta e a pipoca com pimenta (2 dedos-de-moça cortadas de comprido até quase o final, dentro da panela pra estourar a pipoca. DELICIA) ajudaram a fazer a tarde uma coisa linda!

Essa sou eu, modelo. Nem todos me mandaram fotos. Se chegarem mais, eu atualizo o post.

Publicado por: Rina Pri | 09/03/2014

Domingo

::: Acordei tarde, mas não tão tarde assim. Na verdade, acordei cedo. Aquela velha coisa de velho de acordar cedinho porque precisa fazer xixi. Quem manda tomar água antes de dormir. E chá. Ontem teve chá (e hoje vai ter de novo).

Enfim. Acordei cedo, dormi novamente, sorrindo,  pensando nas estrelas da madrugada, que deviam realmente estar lindas. Acordei tarde, ainda com as estrelas. Por um lado, com elas, mas por outro, com uma ressaca de comida pesada – ontem teve comida bahiana E italiana, pensa. Ontem também teve risadas, maracatu, caribó, congo, gargalhadas, biscoitinho de amêndoas para acompanhar o café e tomatinhos confit. Se a ressaca do estômago foi por isso tudo, valeu a pena. Ô se valeu.

Lavei louça o dia todo. A louça de ontem, a de hoje do café, a de hoje do lanchinho, a de hoje do bolo, a de hoje dos inhames cozidos. Sim, teve inhame. E bolo! Bolo de banana. Não ficou muito bom. Mexi na receita, nunca fiz bolo de banana, etc. Ficou gostoso, mas acho que podia ter ficado melhor. Mas tá totalmente comível, ô se tá!

F. veio aqui de tarde, já bem barrigudinha da neném, que não mexeu mesmo com a insistência dessa tia doida. Sim, eu cutuquei a barriga. Tarde de por as conversas em dias, abrir vida, pedir e dar conselhos, rir. De ficar jogada no sofá comendo suspiros (*ai, ai…*).

Depois que ela foi embora, fiquei sozinha com meus botões (e mais uma loucinha pra lavar). Assisti a Grey’s Anatomy, Glee. E pensei no carnaval, naquela calmaria. E que amanhã é segunda, mas depois tem a terça. A terça…

Vou fazer um chá. De hortelã. E amanhã prometo comer bem direitinhamente pra poder tirar todo o excesso de açúcar ingerido hoje!

Vou fazer um chá, me arrumar e ler um pouco antes de dormir. E pensar em estrelas e carnavais e internalizar mais um pouquinho o conselho de hoje, que veio confirmar o que já tinha sido falado e conversado e concordado: deixar a vida ir, com calma, fazendo planos para o que surgir e dando passos calmos.

(mas eu queria mesmo era perder o medo do tombo e esquecer essa coisa de gerenciar expectativas)

(mesmo sabendo o resultado que isso pode ter)

(não é que elas não existam. as expectativas. mas tem horas que eu realmente queria deixar correr solto e não pensar que preciso tomar cuidado)

Tomar um chá. Respirar.

 

 

Publicado por: Rina Pri | 17/02/2014

Drops back to home

::: Estive em Vitória neste final de semana. Fui pra casar o Fifi e a Léo (aka André Fiorini e Leonara). Foi tudo lindo, lindo, e bem divertido.

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Fui no sábado e voltei hoje. Os dois trechos com escalas. Que coisa mais chata. Mas ao menos eu não despachei mala, então da sala de desembarque, em Congonhas, até dentro de casa, levei meia hora😀 Em Vitória não dá pra fazer essa conta, eu moro muito perto do aeroporto (perto que dá pra pegar nas rodinhas do avião durante o pouso, se você der um pulo alto).

***

O vôo de volta era 17h40. Lá pelas 15h30, quando eu comecei a arrumar as coisas, foi me dando aquela coisa de sempre, aquele banzo, a melancolia de toda vez. E ela foi só crescendo à medida que eu me aproximava da minha casa, em SP.

***

Acho isso engraçado (adjetivo: também conhecido como curioso. In: Dicionário da Rina). É uma tristeza-alegre, de saber que estou deixando a casa dos meus pais e voltando para a minha casa. Não tenho dúvidas de que não pertenço mais a lá, que meu lugar é aqui. Mas é uma sensação não muito boa (mas nem de perto tão ruim).

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Pode ser apenas a saudade se antecipando, né?

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Afinal, sinto falta de várias coisas da casa dos meus pais. A maior delas, acho, é a de ter café passado de manhã cedo. Não é a mesa posta, o café da manhã pronto. É apenas o café. Ah, e de ter bananas sempre em casa (aqui elas acabam estragando… como só na empresa).

***

Também sindo falta do meu banheiro – aliás, o banheiro de Vitória é o “meu banheiro”. O de São Paulo ainda é “o banheiro da casa alugada”. Mesmo tendo um chuveiro muito melhor.

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Claro que meus armários em Vitória são melhores, foram planejados etc etc. Mas isso não me incomoda mais (não muito, não sempre).

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Mas não troco minha sala, minha cama e o piso do apartamento de São Paulo por nada!

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Não, não troco a minha casa, a minha vida em SP, pela de Vitória. Não é nem essa a questão.

***

Mas hoje cheguei assim, na melancolia. Talvez a TPM ajude a agravar. Talvez estar chateada com algumas coisas, também (família ê, família á). Provavelmente eu não ter podido ficar em Vix essa semana inteira (sendo que eu volto pra lá no próximo sábado) também ajude no processo. Mas o fato é que cheguei na minha casa e queria não estar aqui. A casa tá empoeirada. Tenho que desfazer a mala. Colocar roupa pra lavar. E todas essas coisinhas que fazem parte da dor e da delícia de ter a sua casa.

***

E aí o banzo é tamanho que nem dá vontade de cozinhar nada. Nem miojo. Fiz pipoca. Mas continuo com fome, porque, né…

Publicado por: Rina Pri | 09/02/2014

Coincidências, aleatoriedades e saudades

::: Essa foi uma semana interessante. Por alguns motivos, mas principalmente pelos acontecimentos que rolaram.

Veja, na segunda eu resolvi organizar o desktop do meu notebook (eu deveria ter tirado uma foto pra vocês verem o antes e o depois). Encontrei, entre todas as coisas que estavam espalhadas ali, um arquivo doc chamado “random thoughts” e abri para ver o que era.

Parênteses: eu sempre fiz esse tipo de arquivo. Meio que um diário eletrônico, abro arquivos, coloco um nome ou data, salvo. Séculos depois levo um susto com o conteúdo. Fecha parênteses.

O arquivo em questão tinha anotações de dois dias de um curso que fiz em abril de 2010, sobre comunicação online, jornalismo na internet, algo do gênero (jornalismo 2.0). O instrutor, veja só, era o André Marmota, conhecido de tempos dos blogs e que eu reencontrei depois aqui em SP.

O que eu anotei foi tão aleatório quanto o nome do arquivo: pensamentos sobre como é absurdo alguém não conhecer a teoria dos seis graus de separação, a redundância que existe em adjetivar um cliente de chato e na minha incapacidade de expressar melhormente meus pensamentos em textos.

Para não falar que não tinha nenhuma referência direta do curso, tinha uma notinha sobre a “maldade nata dos objetos inanimados”, como a internet que não funciona por causa do modem/dns/wtv; circo que não tem palhaço etc. Acho que o André, na hora, devia estar com algum problema na conexão. Ou não. Não me lembro.

(Pausa: o curso não estava ruim. Lembro que gostei bastante, mesmo com a turma tão noob – era Vitorinha em 2010, o povo tava quase que começando a descobrir as possibilidades da internet. Lembro também que depois do último dia fomos na Kaffa – sei que a Paula estava comigo, não lembro se o André foi, tenho certeza que foi divertido. O curso, em si, foi bom. Eu é que não faço anotações, coisa muito rara).

Essa foi a coincidência número 1: André e eu estávamos bem conversando na hora que abri o arquivo (provavelmente uma conversa também bastante aleatória). De acordo com ele, “maldade nata dos objetos inanimados” explica a tecnologia.

A ideia do arquivo realmente era anotar pensamentos eventuais: depois das duas entradas dos dias de curso, em abril, tinha mais uma, de julho, comentando sobre esse canal do youtube – ela faz covers super bacanas. Aí na terça, no trabalho, abri o facebook e lá na minha timeline, aleatoriamente, alguém postou esse vídeo:

Sim, da Julia. Sim, da mesma que eu falava no arquivo. Essa foi a segunda coincidência. Sem contar da música, que é um chicletinho delícia e eu paro pra ouvir to-da-vez.

A semana passou, provavelmente alguma outra coincidência aconteceu e eu não lembro.

Hoje, novamente no facebook, postaram um link para “Mudaram as estações”, da Cássia Eller.

Abri, ouvi. Depois fui procurar uma outra música, dos Beatles, mas peguei a versão da Rita Lee. Ouvi e deixei tocando a playlist aleatória*. E aí tocou de novo Mudaram as Estações. Ou seja, outra coincidência😛

Ainda ouvindo músicas, quando abri o canal da Julia Nunes pra pegar o link, a música que estava lá na capa era Sweet Caroline, que eu estava aleatoriamente assoviando na quinta de noite. Mas teve um input pra isso: estava em uma hamburgueria decorada com temática de lanchonete americana dos anos 50/60. Ok, não tem nada de input nisso, mas foi o que me fez lembrar da música e cantar.

Enfim. Foi uma boa semana de coincidências aletórias. E de tão aleatória que estou nesse momento, ouvindo uma música após a outra, lendo algumas coisas entre escrever, checar o facebook compulsivamente e ouvir músicas, que já não sei mais como encerrar esse post. Fim.

*Entre ouvir a música e deixar tocando a playlist, eu ouvi umas duas ou três vezes cada versão, chorei um cadinho e morri de saudades. 

Publicado por: Rina Pri | 28/01/2014

Drops calorentos

::: Faz calor. Tipo muito. E hoje eu realmente me senti num dia de verão. Principalmente porque estava no Anhembi parque, naquele pavilhão enorme e sem ser condicionado…
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Mas valeu estar la. Fui para a Campus Party. Gostei bastante, apesar do calorão,do barulho e da quantidade de gente (e acho que hoje nem foi um dia tao cheio).
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Devo voltar la quinta e sexta. Eu não ia, mas vi umas palestras muito legais sobre jornalismo etc, então vou me programar. Tomara que dê certo.
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Cinco anos de iMasters, quase 2 de São Paulo e essa foi minha primeira cpbr.
image

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Só fiz uma péssima escolha de roupa: jeans bem justo. Essa calça é super confortável, exatamente por ser justinha. Mas no calor infernal, foi péssimo. Estou com as pernas muito cansadas e os PRS bem inchados…
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Preciso fazer minhas unhas.
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Também preciso de um sofá novo. Sofá-cama.
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E preciso voltar a ler. Em dezembro eu não conseguia ler nem revista. Nem artigos online. Nem meus feeds. Quanto mais livros. Parei e não voltei mais. Preciso.
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Ler é um mega exercício de concentracao , pra mim. Não que eu ande muito concentrada nos últimos dias…
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Caminar a pasos lentos. Muy lento. Como diria a Julieta Venegas. Também conhecido como não colocar o carro na frente dos bois.
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Ontem trabalhei muito; hoje, apesar de ter ficado o dia todo na Campus, e bem pouco tempo com o computador ligado, também. Parece que a vida vai, finalmente, se desenrolando. Agora é só seguir o rumo. Aquele.
***
O calor está tanto que dormirei de cabelo molhado. Amanha terei cachos lindos:)

Publicado por: Rina Pri | 22/01/2014

Quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

::: Que fique registrado nos autos este dia. Ele vai ganhar menção na “jarra da felicidade 2014”. E eu espero, sinceramente, que ele seja o divisor de águas que eu tava procurando.

Os dias não têm sido tão bons. Digo, os dias de trabalho. Clima, aquela coisa. Não tá legal. Eu não to legal. Nem rendendo. Nem querendo.

E hoje o dia foi bom. E olha que eu acordei com dor de barriga. Cheguei tarde. Levei um susto. Tive cólica (e tomei um Buscopam Composto e melhorei). E tive um acesso de mau humor sem fim.

Aí passou o mau humor. O trabalho rendeu inesperadamente. Coisas inesperadas me fizeram abrir um sorriso e ganhar esperança. E nem um cerumano apático conseguiu me desanimar.

O dia não teve, assim, nada demais. Mas foi bom. Termina bem. E por ser este o primeiro, merece a menção.

Publicado por: Rina Pri | 21/01/2014

Expectativas – é melhor tê-las.

::: Pior do que ter poucas expectativas é não ter nenhuma. Que grande merda é não ter nenhuma expectativa. E olha que a expectativa é a mãe dela. Da merda.

expectativa_mae_da_merda

Eu tenho como lema de vida manter as expectativas baixas. “Sempre abaixo do joelho”. Aliás, acho que vou desenvolver um curso sobre isso. “Gerenciamento de Expectativas”, é um bom nome, hein!

E isso acontece, essa questão de manter as perspectivas “realistas” (ou negativas, se quiser), porque eu sempre quebro a cara. Sempre dá errado, não sai como planejado, e aí eu fico lá, frustrada. Então, mantenho os níveis o mais baixos possível. Mas mesmo quando elas estão bem baixas, ainda estão lá. Não é ficar apática e desacreditada. É tentar ser realista e saber que pode dar errado (e o quê).

Geralmente isso é bom. Me poupa de algumas coisas. Não é que não tenho desilusões, mas elas acontecem em níveis humanamente aceitáveis. Tem vezes que dá até pra controlar quanto tempo vou me permitir sofrer por aquilo! Rá!

(sim, o gerenciamento de expectativas é uma questão de controle. sim, já aceitei meu lado controladorazinha-freak)

Ruim mesmo é quando as expectativas não existem. É quando te perguntam “e aí, que você achou” e tudo o que você pode fazer é levantar os ombros e dizer “sei lá”. Principalmente quando acontece com algo que você acreditava, algo pelo qual você batalhou.

¯\_(ツ)_/¯
tanto faz é das piores opiniões

Eu realmente queria não acreditar de uma vez. Era melhor, porque aí eu ainda tinha chance de ser surpreendida positivamente. Mas cheguei num ponto que “tanto faz” se vier coisa boa ou não. E isso, my dear, is so so sad.

Outro dia em uma conversa sobre o assunto me falaram que ter expectativas é uma coisa boa. E por mais que eu tenha dificuldade em aceitar isso, hoje dei muita razão. Porque não ter nenhuma, não saber nem pra que lado mirar, olha, chega dói.

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