rina pri

Desabafo

::: Eu ia contar uma história muito chata de hoje, com mais detalhes, mas no final das cotnas, um resumo: detesto “santos”, com todas as forças. E muito mais horrível é ouvir de um pastor uma expressão totalmente homofóbica. Ridículo e muito sério. Indignada, sim. Fui visitar uma outra igreja e tive que engolir essa. Engolir em termos, porque aquilo entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Não sou a favor do homossexualismo, também não quero que algumas leis relativas a isso sejam aprovadas. Mas amo a pessoa e pronto, independente da opção sexual dela. Aliás, não foi isso que Jesus sempre faou? Amar as pessoas apesar de? Amar o pecador, não o pecado. Amar o errado, apesar do erro. Por mais difícil e humanamente impossível que isso seja (pense, ter que amar um assassino, apesar do assassinato!). Aiiiiiiiiiiiii isso me dá muita raiva! A pregação estava até boa (apesar de longa demais), foi sobre a necessidade e o poder da oração, baseada em Ester 4. Mas daí ele virou e me fala uma coisa dessas. E usando um termo perjorativo, além de falar em tom jocoso. R-a-i-v-a que isso me dá! Depois as pessoas falam, e ai é difícil tirar a razão, que “crente é tudo tapado”, “crente não respeita os outros porcaria nenhuma”, “crente só gosta de quem está ali do lado”. E nem é só em termos de sexualidade. Às vezes basta uma roupa ou cabelo diferente, um piercing ou coisa assim, para que os “crentes” já fiquem olhando torto. E depois vem com discursinho cheio de crentês. Ah, vá!… pra cima de moi!??! Sim, sou cristã. Cristã, muito acima de ser crente. Muito acima da crentinice que existe por aí. Isso me deixa revoltada tanto pela comparação que acaba acontecendo, como pela tristeza que dá saber que não é nada disso… tá tudo errado… que não é pra tirar essas pessoas diferentes de dentro da igreja. O que precisa ser tirado de dentro da Igreja é essa quantidade de soberbia, de… de… Ai, até perco a palavra. É indignação, viu. Saco.

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4 thoughts on “Desabafo”

  1. Eu entendo o que vc diz. Quase todo domingo ouço na escola dominical uma professora falando mal do homossexuais. Não sou a favor do homossexualismo, mas não acho que é apontando o dedo na cara de alguém é que vc vai mostrar o amor de Deus a essa pessoa. Os homossexuais já se sentem discriminados, já têm sentimento de inferioridade (ainda que não assumam) por serem diferentes, já sofreram muito, porque remexer a ferida? É melhor, antes de condenar, tirar a “trava” do preconceito e até a “trava” do ódio do olho. Jesus andou com prostitutas e cobradores de impostos. Acredito que não tenha andado com homossexuais porque naquela época era complicado alguém se assumir. Essas pessoas só serão alcançadas se a elas for revelado o amor de Deus, do Deus que não faz acepção de pessoas, que odeia o pecado, mas ama o pecador. É um tabu falar disso na Igreja, e é uma pena, porque é exatamente por causa disso que os homossexuais se perdem no mundo. E, no fundo, será que o preconceito é só contra eles? Será que a Igreja está pronta para aceitar drogas, prostitutas, ladrões e assassinos? É fácil amar alguém “certinho”. Mas amar o que é bizarro, estranho, nojento, esquisito…aí a gente passa a bola para o imensurável amor de Deus, quando, no fundo, a bola é nossa, porque Ele já tinha passado a bola pra gente quando Jesus morreu.

    Insônia, ‘credita? E eu tenho que acordar cedo amanhã, afe :p
    Beijos e boa semana!

  2. Oi Rina indignada!

    Vou direto ao ponto:

    Será que Jesus disse para amarmos os pecadores apesar do pecado? Vejamos.

    Jesus andou sim no meio de pecadores, mas não para “respeitar” a pecaminosidade deles. Mas exatamente, Jesus andou no meio de pecadores para “libertá-los” da pecaminosidade deles. Jesus não encontrou um pecador, o amou apesar dos pecados deste e depois o despediu com um tapinha nas costas. Se Ele tivesse feito isso, eu agora mesmo o execraria. Terminante e irremediavelmente! Pois qualquer um pode fazer isso; não preciso de um Deus para fazer isso. Mas eu não o execro; pelo contrário, me prostro diante dEle. Por quê? Porque Jesus encontra um pecador, o ama por este ser pecador e depois o liberta!

    Mas o pecador quer ser liberto? Será que ele não desejaria muito mais a aprovação das suas opções quaisquer, para que ele se sinta bem e continue vivendo nas trevas espirituais, longe, mas bem longe da Luz do Mundo que é Jesus?

    Bem, talvez a celeuma que esse assunto dá (julgar os outros) seja por que é fácil confundirmos “condenar o pecado” com “condenar o pecador”.

  3. Aron, entendo o que voce falou e concordo, também. Mas o “apesar de” não libera da mudança de atitude. Ainda assim, apesar do pecado, é preciso amar o pecador. A mudança precisa ser gerada a partir daí… Acho que, no final, estamos falando a mesma coisa, entendi bem?
    Às vezes não consigo falar tudo o que quero, da melhor forma, no calor do momento. E, apesar de achar que de cabeça fria eu talvez tivesse escrito melhor, precisava falar. Ontem. Porque a indignação tava muito grande. Pelo quê ele falou e pela forma como disse. Ai….
    E para a Pri eu já respondi. Num email enorme. ehhehe

  4. Isso está me cheirando a “rebeldia”. Voces também andam olhando muito para os “lados”. Outra, homossexualismo não é opção, e sim, doença espiritual. “Quão bom seria que todos os irmãos vivessem em união”. AMÉM.

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