rina pri

Das saudades…

::: Hoje foi mais um dia daqueles que me deu umas saudades… nem vou falar dos que estão longe de mim, isso não é notícia, é coisa mais que anunciada. Mas tenho sentido saudades do meu cabelo comprido – principalmente agora que ele tá na metade da nuca (já!!) e fica me agoniando. Saudades das minhas unhas vermelhas e não tão fraquinhas. Dos dias em que eu podia desperdiçar tempo sem ficar com a consciência pesada. Saudades de dar aulas com mais vontade – essa semana tá tensa, quero que domingo chegue logo. Saudades da ignorância de alguns fatos – ignorance is bliss…. Da vontade de querer “crescer”, mas agora dá saudade dos tempos em que eu era menina, simples assim. Saudades de algumas coisas, hohoho. De ter mais confiança nos outros e saber que outros confiavam mais em mim – isso me dá uma tristeza, também. Da cara de pau que já tive. Das brincadeiras quase nada inocentes que aconteciam. De ter um fantasma atrás de mim (faz bem pra auto-estima, ao menos pra isso. ahaha). Saudade de ter vontade meeeesmo de sair, de ver gente. De alguns dias de melancolia – isso eu não tenho me permitido muito, pra não ter recaídas. Ao menos não por agora. Saudade de olhar pro espelho e não ter uma linha na minha testa, nem alguminhas nos olhos ou no canto dos lábios. Dos meus vinte e poucos, que já viraram muitos e daqui a pouco não serão mais vinte. De não ter que tomar decisões – gente, fala sério, ter que decidir as coisas nem sempre é bom. De me achar mais divertida e de me divertir mais. To ficando séria. Talvez séria demais. Talvez não séria, mas cética – não sobre Deus (quanto a isso eu não tenho dúvidas – nem da fé que tenho, nem do Amor que Ele tem). Mas sobre as pessoas. E ser cética sobre alguém é chato… Enfim. Saudades de umas coisas assim, meio bestas. Meio “Rina”.

***

Mas a vida tá boa, viu. Não é reclamação. Tem, por exemplo, a confiança de novas pessoas, o compartilhamento com outros, o aprendizado diário e constante de que eu não posso me entregar tanto porque quebrar a cara dói. Tem também a certeza do quero (ou do que não-quero), tem a possibilidade das escolhas – decisões que EU posso fazer. Tem a expectativa da mudança de cara à medida que o cabelo cresce e a possibilidade de corta-lo novamente. Tem a solidez e a maturidade que a gente ganha com a idade (ai, q papo de velho ahhaha). Tem amadurecimento suficiente pra rir dos próprios problemas (pra não dizer desgraças, não chega a tanto), pra olhar longe e enxergar as coisas, pra perceber no tom de voz o que realmente foi dito. Pra saber que algumas coisas são eternas sim, por mais que minha insegurança e ansiedade queiram mostrar o contrário. E a certeza plena e absoluta que Aquele que é Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte e Príncipe da Paz está no controle e com o melhor para mim – e eu quero escolher certo, sempre.

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