Publicado por: Rina Pri | 20/01/2010

Reminiscências de leituras e caminhada

::: Li esse texto do Thiago Azevedo hoje. Vale a pena. Vale, também, ter o blog nos favoritos/feeds.

Reminiscências de leituras e caminhada

Num dia qualquer experimentei a sensação de folhear uma antiga bíblia, a de estudo pentecostal, comprei em 1999 quando era um adolescente impulsivo e recém chegado à igreja Batista (1997), ainda ardoroso e muito curioso, adorava a ebd, lembro que dava um certo trabalho aos meus professores, por causa dos meus questionamentos e um deles tinha muitas influências pentecostais e acabou motivando boa parte dos alunos, eu era um deles. Lembro que ele usava uma bíblia dessas e como bom adolescente que era, acabei comprando uma igual.

Bom, não cheguei a ler seus estudos, mas a li intensamente, marcando muitos e muitos textos. Não sei porque fiz isso, pois hoje utilizo uma Bíblia de Jerusalém ou a de tradução Ecumênica Pastoral, uma coisa eu sei, não estava lendo, se não me engano estava debatendo alguma coisa com minha esposa e como as duas estavam no meu carro, fiquei com preguiça de descer e pegá-las, foi a lógica do “não tem tu, vai tu mesmo”.

Foi um momento maravilhoso, me vi reportado à minha adolescência, onde formei amigos preciosos a mim, conheci pessoas que me influenciaram, mas o que mais chamou atenção, foram as anotações que fiz, bem diferentes do que penso agora, uma caminhada completamente diferente, porém, quando me fiz transportar para a época, vi um adolescente inocente, onde a fé dentro do templo e da religião, significava segurança.

Fui folheando página por página e vendo os grifos e anotações, ri quando vi praticamente todo o livro de Romanos grifado, com muitas anotações de rodapé sobre minhas crises existenciais de adolescente e também doutrinárias, onde na época ficava intrigado entre o arminianismo e calvinismo. Fora outras, relacionadas à época em que pesquisava muito, influenciado pelo meu mentor o José Barbosa Júnior do crer e pensar, sobre apologética cristã.

Parece que o tempo me passou rápido demais, essas lembranças parecem muito distantes, como se as tivesse vivido à muito, muito tempo atrás. A impressão que tenho é que nesta época tão inocente, as coisas pareciam mais simples, pautadas em axiomas, oscilando entre o é e não é. Nesta época, ser dogmático era bom, me fazia sentir seguro e fortalecido.

Hoje, a caminhada também é maravilhosa, apesar de suas idas e vindas, onde o sentimento de liberdade é assustador, o sentimento de graça é incompreensível à razão, mas pleno no coração, não se sentir membro de uma organização, mas ser membro de um corpo é fantástico e principalmente aprender a ver um Jesus não dentro de uma cartilha de falas prontas, repetitivas e sem sentido, mas de um Jesus que realmente viveu e sentiu a vida pulsar em seu sangue, caminhou e amou-nos a tal ponto de descer à terra por nós.

Realmente, ver minha antiga bíbla e folheá-la me fez viajar no tempo e na minha própria história, ainda não sou velho, mas com certeza quando for, quero poder viajar mais distante nas minhas próprias reminiscências.

Paz e bem.

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