rina pri

Sobre livros, conteúdos, embalagens e tecnologia

::: Eu gosto de ler. Apesar do meu sério problema de concentração, eu tento ler, compro livros e me obrigo a terminar todos eles (só um que nunca consegui, achei chato ao extremo. “O apanhador no campo de centeio”). E gosto de ler em livros mesmo, na frente da tv pra ter um barulinho. Tenho vários e-books no laptop, alguns no palm, mas raramente paro para ler os digitais, porque a distração meio que triplica, né.

[continua lendo, tem um vídeo bacana no final que explica de onde eu tirei toda essa idéia pra escrever]

Mas daí que 2010 será o ano dos e-readers e tablets, né. Fato. Basta acompanhar as notícias de gadgets pra perceber isso. E, nessse meio tempo, vem a discussão se o livro vai morrer, como vai ser, formatos etc.

Não acho que o livro vá morrer. Mudar de formato, talvez. Mas morrer, não. Aliás, tenho minhas dúvidas se os livros em papel algum dia realmente acabarão. Ok, não acabarão enquanto não houver a possibilidade de fazer uma orelha na página favorita, rancar uma página para mandar por carta para alguém (aham! carta!). Enquanto eu não puder rabiscar, escrever e anotar aquela página, ele não acaba.

Mais ainda: o conteúdo do livro não vai mudar. Ele não será reduzido – duviiiido! Ninguém deixa de ler um bom livro porque ele é “muito grosso”. E, à medida que ler em uma tela for cada vez mais confortável, ninguém vai ler apenas textos curtos. Quer dizer, ninguém que está acostumado a isso. E aí entra outro problema, que não vou discutir. Mas como será o futuro ‘leitor’ dos adolescentes de hoje, que mal leem textos curtos de twitter, facebook e sms? Enfim.

O livro vai MUDAR. Não MORRER. Teremos livros de papel e eletrônicos. Olha que beleza! Teremos duas vezes mais oportunidade de ler!

Mudaremos a plataforma, a mídia. Não o conteúdo – sim, ele precisará ser ajustado.

Embalagem é importante. Sim. Vide a publicidade. E, certamente, ter um e-reader é uma embalagem muito mais ‘bonita’ do que ter um livro, se você realmente se importa com sua aparência de aficcionado em tecnologia, se acha que tem que ser um trend setter et cétera, et cétera et al.

No entanto, no caso do livro (e em alguns outros, vamocombiná), conteúdo conta muito mais. Por isso, o meio por até mudar e a discussão sobre isso é importante. Mas discutir o conteúdo é chover no molhado e burrice.

Pois bem. Há dias tenho dito para mim mesma que vou dar um tempo do blog. E, realmente, a frequência caiu horrores. Mas vi esse vídeo hoje, achei iradíssimo, me rendeu uma discussão diliça com a Ana Erthal no gtalk sobre essa necessidade de ter tudo, de estar sempre à frente, da forma como as pessoas só tem pensado no hoje, esquecendo o futuro e, talvez muito mais, o passado. O vídeo fala exatamente sobre o conteúdo que se sobrepõe à forma e como isso não há de mudar. E eu, claro, concordo.

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