Publicado por: Rina Pri | 15/07/2012

02 meses

::: é um título óbvio, muito óbvio, mas não dá pra fazer nada diferente. hoje, 15 de julho, é o “aniversário” de 2 meses do meu apartamento. 2 meses de casa nova, 2 meses e meio de cidade nova.

sim, já fazem 2 meses e meio que mudei para SP. 01 de maio foi a data. 28 de abril, tecnicamente falando, mas o final de semana não conta, estava com meus pais aqui, passeando, mostrando a cidade. procurando apartamento (e o achando!), mas foi depois da ida deles que eu resolvi marcar a data (até porque 01 é muito mais fácil de lembrar que 28!).

pois bem. fazem 02 meses. que saí de casa, que mudei para a “minha casa”. mas é engraçada a sensação de não estar na “minha casa”. e hoje eu fiquei pensando nessa coisa toda, de que a “minha casa” ainda não é minha por sentimento. a cama já é mais “minha”. o banheiro tá ganhando jeito. a sala, definitivamente, ainda não é minha. (acho que isso tem a ver com o sofá, que é de 2 lugares e não dá muito espaço para eu deitar, mas isso vou ter que resolver, né… ele não será trocado tão cedo!). a cozinha, menos ainda (depois do armário – e de compras de verdade -, quem sabe…).

o fato é que sair de casa não significa ter ido para a minha casa. e fico pensando em outras situações, se a sensação de estar em um “limbo de casas” existe.

veja, se você sai de casa para casar, você vai para a “sua casa”. e vai, ao longo dos meses de preparação, arrumando a casa, montando tudo aos poucos, curtindo. acho que faltou isso, ter um tempo de preparação e arrumação (e pensar em qual roupa vai e qual fica não conta).

penso também no caso de A. costumamos dizer (ela, principalmente), que não saiu de casa – a casa é que saiu dela. afinal, de ela, mãe e dois irmãos, aos poucos ficou apenas ela (a mãe faleceu, os irmão foram pra outra cidade trabalhar, em anos diferentes). a casa, os objetos, tudo era o mesmo. mas ela estava só. aí ela mudou de apartamento, a casa começou a ganhar mais a cara dela. hoje, umas 4 ou 5 mudanças depois (incluindo 02 para outras cidades/estados), A. mora na casa dela, não mais na casa da família. ainda assim, houve todo o tempo de preparação e mudança.

não estou reclamando disso tudo, longe disso! morar na minha casa, ainda que o sentimento de posse ainda não exista por completo, tem sido ótimo e a coisa vai só melhorar – assim que terminar as coisas grandes (armário da cozinha, que falta), e de pagar o tudo que já comprei, começará o processo de deixar a casa com a minha cara, de transformar o apartamento em “minha casa”. uma almofada, uma cortina, um vaso bonito em cima da mesa. é isso que vai transformar o espaço em “meu”. e aprender com o novo orçamento, fazer compras, e até cozinhar (believe me!) é o que vai me fazer sentir “em casa”. na “minha casa”.

até lá, há um bom caminho pela frente. estando em SP, acho que será um caminho com algumas ladeiras altas pra subir, daquelas que me deixam bem sem fôlego. chegar lá em cima e ver o tanto que eu 1) subi e 2) melhorei a falta de ar no final será, sem dúvida, uma sensação muito boa. a primeira ladeira é deixar a casa com mais cara de “minha”. só não sei se vou começar pelo quarto ou pela sala. aceito sugestões (e ajudas all the way long).

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Responses

  1. Xô ver se eu sei por onde começar…
    Casa nova, casa velha lá longe e aquele papo de “home is where your heart it is”. Tenho uma plaquinha com esses dizeres pendurada ao lado da minha atual cama – que deverá ser abandonada em breve -, inclusive. Às vezes ela não me diz nada, às vezes diz tudo. Alguns dias meu coração tá aqui comigo, em outros, tá lá no ninho dos pais, mesmo que o quarto de lá nem se pareça com o que deixei há quatro anos.

    Quatro anos em que a ideia de “minha casa” foi se estabelecendo aos poucos. Sempre achei estranho isso de sair de casa, sem ser pra casar, sem chá de panela, sem presentes bonitinhos.

    Por essas e outras, minha louça é toda composta por pratos e xícaras diferentes, que vieram de conjuntos-desconjuntados da casa dos meus pais e das antigas casas das outras amigas com quem já morei. Na sala, chegamos a reunir móveis com cinco tons diferentes. Planejávamos, inclusive, mandar um video pra um programa de decoração que refaz ambientes sem graça, quando surgiu a primeira notícia de que muita coisa poderia mudar por aqui. E rápido.

    Mudança. Palavra estranha. Daquelas que eu acho que poderia falar em uma entrevista de emprego, junto com “encaro bem, me adapto fácil”. Tomara.

    O engraçado é que mesmo já tendo “a minha casa” há uns anos, eu achava que não sentia até um dia desses que o espaço era meu. É quando a possibilidade de deixar, de mudar, de comprar outros móveis para guardar os objetos de sempre, que a gente se pega quase abraçando as paredes de saudade antecipada. Tem horas que me sinto a ponto de mandar beijo pras manchas de infiltração no teto do banheiro e de dizer pros tacos soltos do piso da sala que a minha vida não será a mesma sem aqueles tropeços diários.

    Enfim, acho que a casa é daquelas coisas que te conquistam quando você tá distraída, mas que também são facilmente substituíveis. União boa.

    Sugiro começar pelo quarto 🙂

    • Ana, você tinha que pegar esse comentário pra fazer um post no seu blog e recomeçar lá!!!”
      Mudança é uma palavra realmente estranha. A gente espera tanto, e quando vem, é aquele medo, nervosismo, ansiedade e tudo o mais!!! A mudança pra SP foi a segunda da minha vida, e apesar do “encaro bem, me adapto fácil”, é muito mais difícil (e caro!!!!) do que eu pensei. Mas ruim é que não é!!!
      Acho que você falou tudo: casa é das coisas que te conquistam quando você tá distraída, mas que tb são facilmente substituiveis. Verdadíssima! E muito boa 😀
      Ainda não sei se começarei pelo quarto. A TV é na sala (~tive~ que comprar uma tv, presente do pai etc), então quando eu chego é ali que fico, com a tv ligada e o notebook no colo etc. O quarto é o “meu”, mas no final das contas é só pra dormir… rssss

  2. Tamos justamente nessa fase: de trocar o que esta aqui na casa que acabamos de comprar e coloca-la do nosso jeito. Ja tem 15 dias que nos mudamos pra ca e ainda nao conseguimos nos sentir em casa pq ela nao ta a nossa cara. Mas quando tiver te falo. E você também. Saudades. Sucesso. Fica com Deus.

    • Lora, mudou-se também? Pra onde? Quero fotos quando a casa estiver pronta! Beijos 🙂


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