rina pri

Manah Manah (ou: como fazer o básico também pode ser bom)

::: Terminei de ver agorinha o filme The Muppets, que foi lançado ano passado e eu não consegui ir ver no cinema. E também tinha baixado, mas não havia assistido ainda. hoje ia passar no telecine, aproveitei pra ver.

Aí que o filme em si é bobinho, né. É uma delícia, tem musiquinhas felizes, tem o Sheldon fazendo as vezes de Walter-Humano. Tem todos os personagens que eu sempre amei. Tem o Caco (nunca será “Kermit”) e a Miss Piggy. E tem, no final, o bom e velho Manah Manah (spoleir, sorry).

Aí que o muppet que faz o manah manah em si começa a inventar. E fica até bom! Mas os outros dois muppets (do tchu tchu rururu) ficam olhando feio, ele desiste e volta ao básico.

MahnaMahna

Eu lembrei que esse ano fiz isso. Voltei ao básico, em vários aspectos. Mesmo com a mudança pra São Paulo, que não tem nada de básica, com todo o processo que veio junto com isso. Back to basics. Em parte por imposição do trabalho (parar de lidar diretamente com o E-Commerce Brasil, por exemplo). Em parte por opção (muita maquiagem hoje é usar delineador). São coisas provavelmente pequenas pra quem vê de fora, mas que eu sei que têm feito uma grande diferença pra mim e também me levado a procurar o básico em outras coisas (como não comprar algo que não preciso).

Também fiquei pensando que muitas vezes a gente precisa se manter no básico pra conseguir fazer algo bom. Hoje em dia tudo me parece muito “over”: só se fala em pensar fora da caixa, em fazer diferente, em inventar, e tantas vezes a coisa fica uma b…..osta! Uma bela merda, de tanta invenção.

Pode ser que o feijão com arroz seja o melhor pra você, que o seu público-alvo queira mesmo é o simplesinho (DICA: o básico de atendimento já costuma resolver!), que seu parzinho queira só fazer um “amorzinho gostoso” e que você precise mesmo é usar jeans e branco pra conseguir entender o que/quando/como/onde/por que/para que.

Não é não pensar diferente. Não tentar algo novo. Não sair do lugar comum. Não inventar um novo arranjo para a velha música ou um caminho diferente para o todo dia. Mas é saber quando o free style fica demais e ter a sensibilidade de perceber o manah manah – tchu tchu rururu como todo o necessário. Não é preciso ter apenas 100 objetos para ser minimalista, vender tudo e carregar a vida numa mala de rodinhas. pequena. Só é preciso aprender a observar, entender, aceitar. E fazer bem o básico – o resto virá na cola.

Inclusive ser feliz.

Um beijo, um clichê e um 2013 simplesinho e fodamente fenomenal.

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