rina pri

Das expectativas, as desfeitas.

::: Então você percebe que está na hora de ler aquele texto de novo. Aquele que sempre te ajuda a passar uma fase, a virar o disco, a enfrentar a coisa. Aquele texto. Pode ser um livro inteiro, uma poesia, uma carta da sua mãe ou do ex. O meu é uma teoria, e das melhores teorias que ja li.

A Teoria das Expectativas Desfeitas não é algo que eu sei de cor (até porque eu não tenho lá muita memória). Mas eu sempre lembro dela quando preciso de uma ajuda. Eu às vezes até esqueço o nome, hoje mesmo foi assim. “Decepção”. “Desapego”. “Desinteresse”. Essas foram algumas das palavras que pensei pra ir buscar o texto. Não era nenhuma delas, claro, mas bem que fazia sentido.

E ler a teoria novamente me ajudou, mais uma vez, no processo. Sempre ajuda. Ela serve para muitas coisas, desde as expectativas regulamentares (será que ele ta afim? Será que terei insônia novamente? Será que o almoço hoje vai estar gostoso?) até as mais inesperadas (será que eu realmente quero isso? Será que esse é o momento? Será que pode ser?).

Ah, sobre a teoria:

Ela se justifica pelo fato (triste, mas inevitável e certeiro) de que, cedo ou tarde, o amor não vinga, a flor não sobrevive, o telefone não toca, o aumento de salário não vem, a dieta não funciona e a gente chora uma dor que não se conta, existe e depois passa.

E, ao ler isso mais uma vez, fiquei feliz com a expectativa passada. Principalmente porque foi muito claro pra mim que a tal expectativa foi furada – uma furada minha de mim e para mim mesma. Gente, como pode alguém criar expectativas em cima de alguma coisa que ela mesma sabe que não quer?

Welcome to my life.

Claro que ainda tenho expectativas. Varias. Inclusive a de terminar um job hoje. Mas essas, por enquanto, ainda são desejadas.

Mas é aquela velha história: sabedoria é algo que se aprende errando. Fazer merda, entender a merda, corrigir e não repetir. Acho que nisso eu to até indo bem.

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1 thought on “Das expectativas, as desfeitas.”

  1. Ando descobrindo, a duras penas, q a melhor forma de se frustrar é ter expectativas. Mesmo q elas estejam colocadas na gente mesma (pq eu acreditava q só devia ter expectativas em mim e blá blá blá…). Nada disso, como ansiosa q sou, percebo q funciono bem tentando controlar as expectativas e ir vivendo um dia de cada vez. Ou seja, fazendo o óbvio: pedindo o pão de hj, vivendo o mal de hj. 😉

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