Publicado por: Rina Pri | 20/05/2013

Eu sofro porque sofro. Mentira, é porque penso demais.

::: Eu sou uma pessoa que sofro muito. Não no sentido de ter uma vida sofrida, óbvio, graças por não ser isso. Mas eu realmente sofro de doer. Algumas situações que acontecem me fazem sofrer profundamente, e eu ainda me admiro com o quanto, principalmente quando eu tô toda serelepe feliz achando qeu “dessa vez eu consegui passar sem sofrer tanto”. Aí chega um belo dia que eu não consigo mais e sofro.

Hoje é um desses dias.

Cheguei do trabalho e, ao invés de ir colocar a roupa na máquina, deitei na cama pra chorar. Ainda to chorando, mas ao menos já consigo escrever. E talvez ter chorado hoje tenha sido bom pra isso – desde quinta ou sexta que eu mal consigo escrever poucas linhas no whatsapp.

É ruim demais precisar tomar uma decisão pesada, séria e complicada que envolva alguém de quem se gosta. Mesmo chateada com a pessoa, aborrecida, o fator “eu gosto de você” (ainda que na hora você nem entenda o porquê) pesa em algum momento.

Agora soma isso ao fato de que há um outro lado envolvido. E esse outro lado também é alguém de quem se gosta.

E ainda tem um terceiro lado: o seu próprio.

FODEU. Né.

Porque não tem como não se posicionar (principalmente se tudo acontece quando você está em um papel de “liderança” ou qualquer coisa que o valha). É impossível ficar neutra. E obviamente há de se escolher o lado que está, de alguma forma, mais próximo do seu. Que atacou menos. Que errou menos. Que vai ser mais sólido. Que vai ser melhor para você próprio. Há de se escolher um lado com o qual você consiga dizer “eu não concordo com tudo, mas apóio as decisões tomadas”.

E, nisso, você torce pra sofrer pouco.

MAS, se você é uma pessoa como eu, ~sufrida~, dificilmente vai sair ilesa. Exatamente porque o dia de hoje vai chegar e com ele o seu limite e você vai descobrir que não, não está tudo ok. Porque por mais errado que um dos lados esteja, por mais que você discorde (ou não-concorde) com a postura, você entende alguns motivos que levaram até ali. E vê o quanto tudo é triste.

Há uns anos eu estive numa situação “parecida mas totalmente diferente”. Haviam dois lados. E eu também precisava me posicionar. E ali também tomei as dores do lado que achei que era o melhor – o menos errado, ou o mais certo, ou o mais injustiçado, ou o que eu estava menos com o pé atrás ou menos aborrecida, ou o que atacou menos. Ou o que estava, de alguma forma, mais próximo de mim. E eu sofri.

Assim como estou hoje. Porque hoje eu realmente tenho o desejo de Miss Brasil pela paz mundial. Não no mundo-planeta-Terra. No meu mundinho. A paz que cabe em abraço. Em qualquer um daqueles que eu queria hoje, o que me julga e briga e aponta o dedo e me abraça e me apóia. O que eu não precisaria dizer mais nada além de “me dá um abraço”. E um outro que eu acho que iria entender, mesmo sem concordar totalmente. Espero.

(e o que eu ganho por sofrer assim? Olhos inchados, nariz entupido e cabeça doendo por chorar, e gastrite por me preocupar.)

pensodemais

(e no final acho que eu toda “se” resumo nisso)

 

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