Publicado por: Rina Pri | 01/06/2013

Feliz Ano Novo em junho

::: Não sei quando foi que ouvi primeiro essa história de feliz ano novo em junho – ou June New Year. O fato é que gostei e desde então eu acabo me esbarrando com a data de vez em quando.

Minha memória não vai tão lá atrás, mas se eu pensar em 2012, junho foi quando eu “comecei a morar de verdade” em Sampa. Mudei em maio, até junho a casa já estava bastante habitável – eletrodomésticos, cama, sala. Guarda-roupas já tinha no apartamento. Então, em junho meio que eu comecei pra valer.

E agora, mais uma vez, me vejo não recomeçando, nem refazendo as resoluções de ano novo (não as fiz em 2012. Não as faço, aliás, há anos). Me vejo, porém, caminhando para uma nova fase, talvez, e que não traz “nada de diferente”, a não ser os aprendizados até aqui.

Claro, ter conseguido descansar no feriado e perceber que aquilo tudo que estava aqui dentro era basicamente cansaço também contribui pra retomar o caminho agora em junho.

(respire. a falta de vírgulas foi proposital.)

2013/01 trouxe novidades. Trouxe eu errando a mão pra mais ou pra menos, bons sentimos – novos e velhos. Foram meses de ousadia e de não saber o que fazer com tudo isso. De me dar mais valor, de me permitir e, com isso, descobrir coisas e pessoas bacanas por aí. Também me fez reaprender/reviver alguns sentimentos e tive que me virar com eles e com tudo o que eles trouxeram junto.

2013/1 me fez conhecer limites. E também que eu tenho muito mais traços da minha família (pai/mãe) do que eu imaginava. Isso não quer dizer nada de mal, apenas que eu preciso reconhecer e trabalhar isso em meu benefício.

2013/2 chegou hoje com a certeza que eu preciso falar algumas coisas, deixar claro. E que outras, no entanto, é melhor segurar mais um pouco.

O ano novo em junho chegou com algumas lágrimas, mas até que elas não são de tristeza. Chegou com o tal ritual ganense de cavar um buraco (imaginário) no chão (da minha cabeça) e contar o que se passou de ruim nos últimos dias [ou, nos últimso meses). Depois, como deve ser, eu coloquei terra em cima das palavras ruins e falei sobre as coisas boas que eu quero para o restante do ano – para algumas dessas coisas eu dei nome, telefone, endereço com CEP e tudo, vai que facilita. Falei pra mim e para os queridos, seguindo a receita mesmo. Depois derramei um pouco de bebida no buraco (da minha boca, dessa vez), e como não tinha vinho, foi cerveja mesmo (um viva para o inventor da Stella!).

Pronto. Estou pronta para continuar. Ou recomeçar. Ainda que seja junho.

Pensando bem, que bom que é junho. Fazer isso agora me dá mais tempo de consegui acertar os passos até dezembro.

 

Você deveria ler direito sobre o ritual de passagem de Gana aqui, porque a Ana Laura Nahas usa as palavras muito mais bonitamente do que eu. 


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