Publicado por: Rina Pri | 10/12/2013

Notícia fresquinha (notícia?) – ou, por que mesmo eu fiz jornalismo?

::: Quando eu era pequena queria ser arquiteta. Queria fazer escola técnica, faculdade de arquitetura e depois trabalhar com interiores. Era um plano, um plano bem definido. E, de acordo com minha mãe, eu nunca falei sobre fazer outra coisa.

Eu fiz escola técnica. Edificações. Reprovei no terceiro ano, em uma desgraça de matéria chamada “Resistência dos Materiais”. Era a única coisa que eu estudava. Quase reprovei em matemática (prova final precisando de 8). Em 100 pontos, fiz 23 ao longo do ano. O professor era um carrasco conhecidíssimo, desde a escola técnica até a faculdade de engenharia da Federal. 100 pontos em 23, direto para a prova final. Eu e todos os outros alunos. Quatro questões, 4h de prova, e eu não terminei. Reprovei. Reprovei e saí da escola técnica, já que estava bem desgostosa daquilo que deveria ser minha paixão – desenho arquitetônico (na mão, não tinha auto cad na época) (sou velha?).

Fui fazer terceiro ano regular + cursinho. E pensar na vida. Arquitetura, psicologia (discursiva de biologia, tô fora), pedagogia, letras – inglês, comunicação social. Fiz comunicação. Duas vezes – Rádio & TV e depois Jornalismo. E resolvi trabalhar com conteúdo. Online. Não faço notícias, produzo poucos textos, hoje, mas trabalho com conteúdo.

E aí tem dias que eu acho que tá fácil trabalhar como jornalista, em veículo diário. Porque, olha, é cada coisa… Tá bem legal ser jornalista esses dias.

Super divertido ver notícias o papai noel de chocolate que se parece com um pênis – http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2013/12/chocolate-de-papai-noel-vira-piada-ao-lembrar-orgao-sexual.html

Ou os perus que atravessaram a rua e lembram a capa do disco Abbey Road, dos Beatles – http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/12/bando-de-perus-reproduz-capa-abbey-road-dos-beatles.html (igualzinho, vai)

Ou como a galinha que chocou pães de queijo – http://noticias.r7.com/minas-gerais/galinha-se-confunde-e-choca-paes-de-queijo-no-lugar-de-ovos-em-varginha-mg-05122013 (ok, ao menos nesse caso tinha um fator ‘curioso’).

Eu vejo isso tudo, e ainda me espanta o fato de uma empresa que supostamente faz marketing de conteúdo querer cobrar do autor para escrever textos. Não, você não entendeu errado – não é o autor que ganha alguma coisa. É a empresa. O autor PAGA para escrever. Fato verídico (tanto quanto da galinha dos ovos de ouro dos pães de queijo) – http://fuidescobrir.wordpress.com/2013/12/10/voce-pagaria-para-escrever/

Tá fácil. Tá fácil trabalhar com conteúdo. Eu acho que deveria ter continuado dando aulas de inglês. Ou ter insistido na arquitetura… sei lá, viu.


Responses

  1. Reblogged this on fui descobrir and commented:
    É dessa categoria, rs!


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