Publicado por: Rina Pri | 25/12/2013

Baixas expectativas até no natal

::: Eu já perdi as contas de quantas vezes esse ano eu mudei minha imagem de capa no Facebook para algo relacionado a “expectativas – melhor não tê-las” em um ato consciente de auto-lembrança para manter o nível bem, bem baixo.

Por conta das expectativas eu tive altos e baixos amorosos/românticos e quebrei a cara bonitamente ao cair dos altos (e eu entendo que a “culpa” foi minha – a expectativa era minha). No que consegui controlar melhor, tive boas surpresas, e não frustrações.

Quando meu avô passou mal, em outubro/novembro, e os planos do natal em família foram dissolvidos (porque meu avô não pode mais sair de casa, questão de mobilidade), eu fiquei bem triste. Natal sempre foi com meus avós, tias e primos, por mais que o “família-ê, família-á” do ano tivesse sido turbulento.

Entre me preocupar com o que ia acontecer e ficar feliz com o que viesse, eu optei pela segunda coisa.

Além disso, ainda tinha o fator irmão e sobrinha. Porque meu irmão do meio, o pai da minha sobrinha, geralmente passa o dia 24 com a família da esposa (só fazendo uma aparição rápida por aqui) e depois vem aqui no dia 25. O que é ok, mas sempre fica aquela coisa “será que ele vem” e “quando ele vem”. E já teve ano de ser uma visita super rápida, de minha cunhada não vir. E eu fico, sim, chateada. Mais ainda por ver minha mãe chateada AND defendendo ele.

Daí que eu resolvi não criar expectativas também com essa parte. Se ele viesse ok, se não viesse, tava bom também. No mínimo seríamos eu e meus pais, já que meu irmão mais velho talvez não viesse por conta da situação das estradas com a chuva (mas ele veio).

E aí, com as expectativas baixas, eu tive um dos melhores jantares de natal que consigo me lembrar. Só hoje (24) de tarde eu soube que irmão, cunhada e sobrinha viriam jantar conosco. E eles vieram. E foi ótimo. Foi natal como deveria ser. Sem expectativas e cheio de surpresas, como a vida deveria ser.

Espero que, daqui pra frente, eu tenha menos vontade de adesivar a casa toda com lembretes sobre o que a alta expectativa me faz (o mal que faz). Que eu saiba lidar melhor com essa danada. E que eu aprenda a ter as expectativas bem moderadas, tendendo a elevadas em pouquíssimas e raras situações. Menos frustração, menos irritação, menos gastrite, mais vida.

 


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