Publicado por: Rina Pri | 10/03/2014

Pra ficar registrado

::: aí aquela amiga de tantos anos, que era sua comparsa na faculdade, que te acompanhou diariamente por, no mínimo, os 4 anos da estudos, que te viu correr atrás de emprego, mudar, sofrer, chorar, sorrir, ficar feliz, se mudar, recomeçar, fazer vida nova. aquela amiga que mesmo quando ficou um pouco longe sempre esteve ali do lado. aquela a quem você acha que sempre estará em débito, não porque deve alguma coisa, mas porque você recebe tanto toda vez que nunca vai chegar num suficiente pra “pagar”. (não que amizade se pague, eu sei).

aquela amiga lê um post seu, que você fez com a alma, mas que nem ficou um texto tão bonito, tão bem escrito. um post que quase foi deletado, veja só. mais um post-diarinho-vidinha-besta-mas-que-é-uma-delícia. esse post. ela leu o post e resolveu te chamar pra te falar umas verdades.

e ela fala e te mostra que só você mesma não percebeu ainda que, veja bem, você realmente cresceu e mudou – aquilo que você desconfiava, mas que certeza mesmo nunca se tem. que você já perdeu tantos medos, assume novas responsabilidades, aprendeu a conviver com situações que requerem tanta coragem (coragem que você nem sabe que tem). você está diferente e está se permitindo viver situações diferentes, que dão aquele frio na barriga. tem se arriscado muito mais do que imagina, até quando pensa que está se controlando.

isso foi um bom dia. ela falou, falou e terminou com um bom dia. e os seus olhos, ainda com tanto sono, quase transbordaram. você segurou, afinal, estava no trabalho, toda aquela gente que (quase) não tem nada a ver com isso. mas não dava pra segurar em casa – e nem era preciso. então você deixa escorrer pelo rosto as lágrimas que trazem felicidade, satisfação, ansiedade, tranquilidade e uma sensação de que ao menos neste momento você está acertando, os passos estão meio que certos, ou ao menos não incertos. aquela sensação de que este é um caminho bom, gostoso e que, apesar de não ter nem ideia do que há no final, ele está tão bom que saber um futuro tão distante se torna desimportante.

aquela sensação de quem tem “se arriscado muito mais que imagina, até quando pensa que está se controlando”. 

obrigada, F.


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